Acordamos às 8 da manhã, pra aproveitar tudo a que tínhamos direito, e então pudemos ver melhor a varanda com rede na entrada dos quartos, muito gracinha.
Fomos até a área do café da manhã e ficamos maravilhadas: iogurte, sucos com frutas do local, leite, café, chá, mel, açúcar cristal e mascavo, melão, mamão, melancia, pão integral, torta salgada, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, granola, aipim, banana frita, panquecas de ricota e cenoura... fantástico! Quando já estávamos terminando, a Renata veio oferecer ovos mexidos e biju de tapioca, que deixamos para o dia seguinte, porque não cabia mais nada!
Estávamos de calça comprida, camiseta e casaco, porque dentro do quarto era mais frio que fora, então deixamos os casacos no quarto e fomos procurar a casa do Atílio que, segundo ele, era vizinho da pousada, bastando subir a rua no sentido contrário ao da cidade: "Passa um terreno baldio e já é a nossa casa."
Fizemos o percurso indicado e vimos, do mesmo lado da rua que a pousada, uma casa com cara de não completamente pronta, e um homem que misturava cimento preparando massa pra construção. Perguntamos e ele disse que aquela era a casa do Guto. Agradecemos, continuamos a subir e passamos por um portão com uma placa "Artesanato" em cima e no chão, ao lado, uma pedra onde estava pintado "Aulas de francês". Demos uma espiada e lá dentro só havia uma casa velha.
Ao lado havia uma construção com um cartaz, "Capoeira de Angola". Perguntamos às pessoas que estavam por lá se conheciam o Atílio e a Cinthia e a resposta foi negativa. Continuando a subir, não havia mais nada, então resolvemos olhar do outro lado da rua. Havia uma casa com o portão de entrada entreaberto; entramos, batemos palmas e não apareceu ninguém. Descemos a rua e perguntamos para uma moça que estava com uma criança, mas ela também não os conhecia. Voltamos em direção à pousada, pensando que eles talvez morassem antes dela e não depois, mas também não havia casas por lá, apenas uma, num terreno enorme, cuja entrada era pelo caminho que levava à cidade.
Decidimos retornar à Vila Esperança e perguntar pra Renata, que era amiga deles, além de aproveitar pra trocar de roupa, porque o sol estava forte, e caminhando de lá pra cá o calor estava incomodando. Ela fez a maior cara de espanto e disse que deveríamos ter entrado no portão do "Artesanato" e "Aulas de francês", passado pela casa caindo aos pedaços e seguido até o fundo do terreno por uma trilhazinha.
Agradecemos, voltamos pro quarto pra trocar de roupa e já íamos saindo novamente quando o Atílio nos chamou: havia estranhado a nossa demora e acabou indo até a pousada nos buscar. Quando contamos sobre nossa busca inglória, ele começou a rir e disse que havia esquecido de nos contar que alugaram a casa de uma francesa que resolveu passar um período fora do Capão. Fomos até lá, encontrar a Cinthia, e ela não se conformava dele não ter explicado direito como chegar até a casa.
Ela fica num pequeno declive, por isso a sala e a cozinha, separadas apenas por um balcão, ficam no nível da entrada, e o quarto e o banheiro alguns degraus abaixo. Entramos, sentamos, começamos a papear, e num determinado momento eu só olhei pra Natália e disse "Não tem!", no que ela concordou e começou a rir. Ninguém entendeu nada, então explicamos o nosso questionamento da noite anterior, sobre como transportar uma geladeira até o local garantindo que ela chegasse em perfeitas condições, e o fato de termos percebido que eles simplesmente não têm geladeira!
A Cinthia então explicou que como eles são vegetarianos e há muita facilidade em se conseguir verduras, frutas e legumes frescos, eles não precisam de geladeira, porque a carne, que é o que se deteriora mais rapidamente, não entra no cardápio do casal.
Como antes de sairmos de São Paulo já havia ficado acertado de que o Atílio nos guiaria na maior parte dos passeios, pois já conhecia bem os lugares bonitos e as trilhas, decidimos por conhecer a cachoeira do Riachinho, que era bem próxima da Vila. A Cinthia não iria conosco, pois trabalha como consultora de empresas na área de organizações comunitárias e tinha muita coisa pra fazer.

Estou adorando ler e ainda está no 1º dia. vou continuar seguindo
ResponderExcluiryvonne