sexta-feira, 31 de agosto de 2012

No Riachinho

Conforme o Atílio já havia comentado, a cachoeira do Riachinho é uma das mais próximas da Vila do Capão. Pegamos a estrada como se fôssemos voltar pra Palmeiras e logo chegamos ao local. A trilha pra chegar até a cachoeira é bem curta, estreita e ligeiramente acidentada.






















O caminho é em declive porque o Riachinho passa por baixo da estrada por uma ponte, e a partir de certo ponto, a água despenca pelas pedras.



Um aspecto que chama atenção é a cor da água, que à primeira vista parece suja, de tão escura. Na verdade ela é dessa cor por causa da quantidade de ferro, tanto que quando pegamos uma quantidade menor nas mãos, ela é límpida e transparente.















Antes de descermos até o local para banho, ficamos contemplando a paisagem da Chapada.


















A queda d'água é bastante respeitável, até formar um poço mais tranquilo onde é possível nadar.






















Falando em nadar, apenas o Atílio e eu entramos na água - gelada! -, porque Rejane e Natália não tiveram coragem. Apesar do sol forte, a temperatura da água é bem baixa e só os dois loucos se atreveram.



Depois de formar esse poço, a água segue entre as pedras e despenca novamente, numa queda bem maior e de difícil acesso. Só conseguimos chegar no início dela, mesmo assim com muito cuidado. 

A formação das rochas nessa cachoeira também é bastante curiosa: parece que alguém pegou uma argamassa qualquer e grudou um monte de seixos, pedras roliças, que quando caem deixam buracos arredondados. 


Elas são muito interessantes de serem observadas, mas caminhar por cima delas é um horror! A irregularidade machuca os pés e dificulta o equilíbrio, fazendo com que a gente tenha que colocar tênis ou papete a cada vez que sai da água e vai se deslocar para outra parte da cachoeira.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Café da manhã e desencontro

Acordamos às 8 da manhã, pra aproveitar tudo a que tínhamos direito, e então pudemos ver melhor a varanda com rede na entrada dos quartos, muito gracinha.



Fomos até a área do café da manhã e ficamos maravilhadas: iogurte, sucos com frutas do local, leite, café, chá, mel, açúcar cristal e mascavo, melão, mamão, melancia, pão integral, torta salgada, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, granola, aipim, banana frita, panquecas de ricota e cenoura... fantástico! Quando já estávamos terminando, a Renata veio oferecer ovos mexidos e biju de tapioca, que deixamos para o dia seguinte, porque não cabia mais nada!

Estávamos de calça comprida, camiseta e casaco, porque dentro do quarto era mais frio que fora, então deixamos os casacos no quarto e fomos procurar a casa do Atílio que, segundo ele, era vizinho da pousada, bastando subir a rua no sentido contrário ao da cidade: "Passa um terreno baldio e já é a nossa casa." 

Fizemos o percurso indicado e vimos, do mesmo lado da rua que a pousada, uma casa com cara de não completamente pronta, e um homem que misturava cimento preparando massa pra construção. Perguntamos e ele disse que aquela era a casa do Guto. Agradecemos, continuamos a subir e passamos por  um portão com uma placa "Artesanato" em cima e no chão, ao lado, uma pedra onde estava pintado "Aulas de francês". Demos uma espiada e lá dentro só havia uma casa velha.


















Ao lado havia uma construção com um cartaz, "Capoeira de Angola". Perguntamos às pessoas que estavam por lá se conheciam o Atílio e a Cinthia e a resposta foi negativa. Continuando a subir, não havia mais nada, então resolvemos olhar do outro lado da rua. Havia uma casa com o portão de entrada entreaberto; entramos, batemos palmas e não apareceu ninguém. Descemos a rua e perguntamos para uma moça que estava com uma criança, mas ela também não os conhecia. Voltamos em direção à pousada, pensando que eles talvez morassem antes dela e não depois, mas também não havia casas por lá, apenas uma, num terreno enorme, cuja entrada era pelo caminho que levava à cidade.

Decidimos retornar à Vila Esperança e perguntar pra Renata, que era amiga deles, além de aproveitar pra trocar de roupa, porque o sol estava forte, e caminhando de lá pra cá o calor estava incomodando. Ela fez a maior cara de espanto e disse que deveríamos ter entrado no portão do "Artesanato" e "Aulas de francês", passado pela casa caindo aos pedaços e seguido até o fundo do terreno por uma trilhazinha.






















Agradecemos, voltamos pro quarto pra trocar de roupa e já íamos saindo novamente quando o Atílio nos chamou: havia estranhado a nossa demora e acabou indo até a pousada nos buscar. Quando contamos sobre nossa busca inglória, ele começou a rir e disse que havia esquecido de nos contar que alugaram a casa de uma francesa que resolveu passar um período fora do Capão. Fomos até lá, encontrar a Cinthia, e ela não se conformava dele não ter explicado direito como chegar até a casa.

Ela fica num pequeno declive, por isso a sala e a cozinha, separadas apenas por um balcão, ficam no nível da entrada, e o quarto e o banheiro alguns degraus abaixo. Entramos, sentamos, começamos a papear, e num determinado momento eu só olhei pra Natália e disse "Não tem!", no que ela concordou e começou a rir. Ninguém entendeu nada, então explicamos o nosso questionamento da noite anterior, sobre como transportar uma geladeira até o local garantindo que ela chegasse em perfeitas condições, e o fato de termos percebido que eles simplesmente não têm geladeira!

A Cinthia então explicou que como eles são vegetarianos e há muita facilidade em se conseguir verduras, frutas e legumes frescos, eles não precisam de geladeira, porque a carne, que é o que se deteriora mais rapidamente, não entra no cardápio do casal.

Como antes de sairmos de São Paulo já havia ficado acertado de que o Atílio nos guiaria na maior parte dos passeios, pois já conhecia bem os lugares bonitos e as trilhas, decidimos por conhecer a cachoeira do Riachinho, que era bem próxima da Vila. A Cinthia não iria conosco, pois trabalha como consultora de empresas na área de organizações comunitárias e tinha muita coisa pra fazer.

Sob as estrelas

Enfim, depois dos 70 e tantos quilômetros, conforme o homem no posto de Feira de Santana havia indicado, encontramos o tal posto Paraguaçu e a sinalização que mostrava que, depois dele, teríamos que virar à direita para pegar a estrada em direção à Chapada Diamantina. Com um suspiro de alívio resolvemos parar ali mesmo, porque só então, com o caminho certo a frente, percebemos que estávamos com muita fome.

Entramos no restaurante do posto e foi aquela sensação: éramos as únicas mulheres do pedaço, o restante eram caminhoneiros. Demos uma olhada nos salgados do balcão e ficamos com certo receio de comer um deles, decidindo pedir misto e queijo quente. Foi aí que vimos como fomos preconceituosas: o chapeiro da lanchonete colocou luvas descartáveis pra pegar os pãezinhos com os quais fez nossos sanduíches, o que mostrava que havia uma preocupação com a higiene, ao menos aparentemente. Estava tudo delicioso, tanto que repetimos a dose.

Bem alimentadas, pegamos a nova estrada e foi mais uma surpresa: ela era ótima! Asfalto novinho, olhos de gato brancos entre nossa pista e o acostamento, amarelos entre nossa pista e a oposta e vermelhos entre a pista oposta e seu acostamento. Nunca tínhamos visto esse tipo de sinalização, nem nas estradas paulistas. Não tinha praticamente mais ninguém além de nós, só a lua e as estrelas. De vez em quando aparecia um caminhão, saído sabe-se lá de onde, mas era fácil ultrapassar porque não vinha luz nenhuma da outra pista. Seguimos a 100km por hora até Itaberaba, quando a estrada mudou completamente, cheia de buracos e mal sinalizada. 

Pra garantir que estávamos no caminho certo, a Natália e a Rejane iam olhando no mapa que tínhamos impresso, ainda em São Paulo, quais as cidades pelas quais deveríamos passar. Eu ia marcando a quilometragem no hodômetro e confirmando conforme as placas apareciam. Alternando entre trechos com asfalto perfeito e outros nem tanto, chegamos até o acesso à cidade de Palmeiras, de onde sai o caminho para a Vila do Capão.

A cidade é bem bonitinha, pequena, com aquelas casas sem recuo, com portas e janelas dando diretamente para a calçada. A rodoviária é uma espécie de balcão à frente de uma saleta, com telhado avançado por cima, onde o ônibus pro Capão e pra Lençois param em dias determinados. Aproveitamos pra perguntar o caminho e a indicação foi tranquila: seguir em frente e entrar à esquerda em todas as bifurcações. Além disso, logo na primeira pracinha havia uma placa sinalizando direitinho por onde deveríamos seguir. 

Confirmamos mais uma vez o caminho com uns jovens sentados nas grades de uma pontezinha e continuamos em frente. Por alguns momentos acreditamos que aquele calçamento de pedras iria até o Capão, mas rapidamente a realidade se impôs: estrada de terra batida, bastante larga, mas cheia de "costelas de vaca", valas e outros detalhes que nos fizeram considerá-la uma pirambeira. Vale lembrar que já eram 11 horas da noite e não víamos a hora de chegar na pousada.

Já estávamos tão cansadas que começou a sessão bobagem: a Rejane comentou que se o Bin Laden tivesse se escondido na região, não teria sido capturado e morto pelos americanos. Aproveitando a ideia, a Natália afirmou que a qualquer momento poderíamos dar de cara com o Elvis ou o Michael Jackson, pois se todos dizem que eles não morreram, e sim se esconderam do mundo, que melhor lugar do que aquele? Ela aproveitou pra se perguntar como o Atílio havia encontrado um lugar daqueles pra ir morar, e na sequência comecei a pensar nas questões práticas: como fazer a mudança? Transportar a geladeira, por exemplo, com todas aquelas irregularidades da estrada, ia fazer com que o motor da dita cuja chegasse em petição de miséria ao seu destino.

Finalmente começaram a aparecer algumas construções esparsas, de casas e pousadas, e no final de uma descida, uma ponte e calçamento, indicando que havíamos chegado a Caeté-Açu. Seguimos pela rua principal, que junto com três ou quatro transversais são a cidade inteira, olhando as placas das várias casas. Havia de pousadas, de restaurantes, de lojas de artesanato, mel e licores, mas nenhuma delas era da Vila Esperança, onde havíamos feito a reserva. Chegamos ao final da rua e voltamos, resolvendo parar pra perguntar a um grupo de jovens, os únicos ainda na rua naquele horário (era quase meia-noite). Eles pareciam saídos diretamente dos anos 70, com cabelos compridos, casacos de estilo militar e aquela fala lenta de quem medita muito ou consome certa erva natural.

Um deles foi super prestativo e ensinou: "Vocês seguem por onde vieram, até acabar o calçamento. Atravessam a ponte entram na primeira à direita. Logo à sua direita já é a entrada da pousada. Mas atenção, tem que ir até acabar o calçamento e passar a ponte. Passa a ponte, tá? Depois que acaba o calçamento."

Antes que ele repetisse a indicação mais uma vez, agradecemos e fizemos o caminho indicado, passando a ponte e o fim do calçamento, e chegando no acesso à pousada. A Renata, que é a gerente, ainda estava acordada nos esperando, e pedimos mil desculpas pelo adiantado da hora. Ela foi super simpática, ainda nos deixou ligar pro Atílio, que havia pedido que avisássemos quando chegássemos, mas o telefone tocou até cair a ligação (claro, a Cinthia e ele estavam dormindo). E, obviamente, assim que desistimos e começamos a levar nossas malas pro quarto, ele ligou de volta, porque não havia conseguido despertar e chegar até o aparelho da primeira vez. Combinamos de ir à casa dele após o café da manhã, no dia seguinte, e fomos curtir os quartos maravilhosos da Pousada Vila Esperança. 


Quarto grande com cama box, mosquiteiro formando praticamente um dossel, televisão (que a gente praticamente nem usou), frigobar, um lavatório externo ao banheiro...


















... e um banheiro com um chuveiro ótimo, onde tomamos aquele banho para tirar boa parte do cansaço da viagem e nos preparamos para uma noite de sono reparadora.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

On the road

Desembarcamos no aeroporto de Salvador e ficamos alguns séculos aguardando as malas. Estávamos preocupadas, porque era mais de 3 horas da tarde e ainda precisávamos pegar na locadora o carro que havíamos alugado pra seguir pra Chapada - cerca de 500km.

Encontramos o motorista da Unidas e fomos em direção a van. O percurso até a locadora foi uma aventura insana: o cara dirigia feito louco, as malas pulavam no porta malas, os pedestres se jogavam na frente dos carros, parecíamos turistas britânicos na Índia, enfrentando aquele tráfego impossível. Houve um momento em que estávamos na pista da esquerda para pegarmos um acesso à direita para um viaduto. O carro que estava na direita, por sua vez, queria ir pra esquerda. Resultado: a van "fechou" o carro, que foi parar na zebra que sinalizava a bifurcação, e tivemos que seguir em frente, com o motorista pegando outro acesso.

Conseguimos chegar vivas e inteiras à locadora e ainda tivemos que esperar dois homens que estavam discutindo sobre o carro que iriam alugar. Quando chegou a nossa vez, trouxeram o Palio 1.0 que tínhamos escolhido, sem ar condicionado. Eu já estava colocando as malas, mas a Rejane, que é mais descolada que eu nessas coisas, começou a acompanhar o cara da locadora que estava mapeando os amassados, arranhados e similares. Depois ela me pediu pra testar as luzes, e lá fui eu: ré, freios, lanternas, faróis, indicador de direção... foi aí que se deu a coisa, a luz do pisca dianteiro esquerdo estava queimada.

Nós não havíamos dito nada que iríamos pegar 500km de estrada, mas de qualquer forma, o carro precisava estar em ordem mesmo pra andar na cidade. Conversa vai, conversa vem, eles trocaram o carro: pegamos um Chevrolet Classic, com ar condicionado, pelo mesmo valor do Palio. Tinha até rádio, mas não encontramos nenhuma emissora que valesse a pena.










Já prevenidas em relação ao trânsito, conseguimos acessar a BR 324 rumo à Feira de Santana. Apesar de muitos caminhões, seguimos rapidamente, pois a estrada foi duplicada. Só que, no mapa que havíamos consultado antes de sair de São Paulo, havia uma indicação de uma espécie de anel viário no entorno da cidade, o que faria com que não tivéssemos que entrar no trecho urbano pra pegar o caminho pra Chapada. Só que não rolou! 

O trânsito em Feira também era intenso e, pra piorar, o sol estava se pondo... atrás das placas em que deveríamos enxergar a indicação do caminho a seguir! Ou seja, não dava pra ler nada!


Lá pelas tantas eu parei num posto de gasolina, no meio da cidade, e a Rejane desceu pra perguntar o caminho pra Lençóis  que é a principal cidade da região da Chapada. Voltou pro carro com cara de "agora lascou" e repetiu o que o homem que a informou havia dito: "Segue nessa lida por 75km até o Posto Paraguaçu. Aí é só seguir à direita".










A essa altura eu já estava tão desesperada que nem raciocinei: "nessa lida" eu traduzi por "enfrentando esse trânsito dos infernos" por 75km. Só depois de rodar um pouco mais é que caiu a ficha: impossível uma cidade, um trecho urbano com essa extensão. É claro que o cara estava nos informando da distância até o local em que teríamos que pegar outra estrada em direção a Chapada.

O trânsito foi diminuindo e as casas e lojas também. Havia muitos terrenos com caminhões estacionados, galpões, botecos, e escurecendo. Nem um posto de gasolina onde confirmar a informação, nenhum posto de polícia rodoviária, nada! A Rejane começou a observar indicações de hotéis e similares, já imaginando que teríamos que ficar por ali mesmo, mas a aparência dos lugares que víamos não era nada recomendável para três mulheres sozinhas.



Enfim, depois de muita aflição, apareceu uma placa indicando que aquele era o caminho para a BR 242, que sabíamos que era a estrada que iria nos levar até Lençóis e a Chapada. Sorte nossa que isso foi ANTES de aparecer outra placa, indicando que estávamos na BR 116, na direção do Rio de Janeiro e São Paulo...

Decidindo nosso rumo

Em 2010 foi Paris: os cinco alegres viajores curtiram a capital francesa de forma insana, caminhando, subindo escadas, fotografando e se apaixonando pela cidade (alegresviajores.blogspot.com.br). Infelizmente, porém, nossas condições financeiras não permitem viagens ao exterior todo ano, e como há muita coisa bonita pra se ver também no Brasil, resolvemos escolher um roteiro nacional em 2011.                   
                                                     
Um casal de amigos muito queridos, o Atílio e a Cinthia, haviam se mudado para Caeté-Açu, também conhecida como Vila do Capão, na Chapada Diamantina, e consideramos que seria um ótimo lugar para se conhecer. Já que no ano anterior tomamos um banho de cultura, nada melhor do que alternar com muita natureza e aventura.







Só que dessa vez nem todos os viajores estavam disponíveis, o que foi uma pena. O Luís, por um problema de saúde, achou melhor não ficar muito longe dos pais, que são idosos, e ficariam preocupadíssimos com a distância...



... e o Ivan também não pode ir, porque havia começado a trabalhar e não teria condições de tirar férias em julho.














Sendo assim, o grupo ficou apenas com as três "meninas": a Rejane,

... a Natália (única menina de verdade!)...


... e eu. 














A ideia original, de quando contratamos a viagem, era ficarmos uns cinco dias no Capão, e depois de um dia em Salvador todos juntos, Rejane e Natália iriam de volta pra São Paulo e Luís e eu ficaríamos curtindo a capital baiana. Como no final o Luís não foi, já me preparei de antemão pra bater perna em Salvador sozinha. 

Saímos de São Paulo no dia 7 de julho, e o aeroporto de Cumbica estava a maior muvuca! Lotação total, o portão de embarque foi alterado, mas no final deu tudo certo: o voo saiu no horário e foi super tranquilo, ao menos em relação a turbulências. Em relação à situação à bordo, a coisa foi um pouco mais complicada. Eu fiquei sentada entre duas moças muito simpáticas, só que de repente a comissária percebeu um vazamento numa bagagem acima de nós e tentou identificar de quem era. Eu sabia que não era a minha, pois não havia nada que pudesse fazer a melequeira que estávamos vendo. As outras duas moças também não se deram por achado. A comissária insistia, o povo começou a olhar feio, até que uma das minhas vizinhas de poltrona percebeu que era na bagagem de mão dela que o desastre havia acontecido.

A Natália ficou sentada próxima a um pessoal bastante sofisticado, que por não esperar muito da comida do avião, resolveu se precaver: levaram duas pizzas do Habib's para compartilhar na viagem. Imaginem a farofa!

Ocorreram vários bate-bocas entre passageiros que não se conformavam em ocupar o assento que estava designado na passagem, queriam porque queriam mudar de lugar. O problema foi que, muitas vezes, a pessoa que estava no lugar que o descontente queria estava bastante satisfeita, e não queria sair de lá.

O caso da Rejane foi mais grave: um homem sentado perto dela se irritou tanto com uma mulher que não parava de se mexer e chutar a sua poltrona, que depois de uma troca de ofensas se levantou e queria bater na criatura. Aliás, não era só ele, porque a dita cuja estava com o filho, um garoto de 10 ou 12 anos que ela tratava como se fosse um retardado, toda hora chamando os comissários pra atender os desejos do reizinho e deixá-lo mais confortável.

Nós três, que somos de paz, não arrumamos encrenca com ninguém e ficamos até satisfeitas com o cachorro-quente que foi servido, segundo os comissários, para comemorar as festas juninas - em julho, mas tudo bem...