Em 2010 foi Paris: os cinco alegres viajores curtiram a capital francesa de forma insana, caminhando, subindo escadas, fotografando e se apaixonando pela cidade (alegresviajores.blogspot.com.br). Infelizmente, porém, nossas condições financeiras não permitem viagens ao exterior todo ano, e como há muita coisa bonita pra se ver também no Brasil, resolvemos escolher um roteiro nacional em 2011.
Um casal de amigos muito queridos, o Atílio e a Cinthia, haviam se mudado para Caeté-Açu, também conhecida como Vila do Capão, na Chapada Diamantina, e consideramos que seria um ótimo lugar para se conhecer. Já que no ano anterior tomamos um banho de cultura, nada melhor do que alternar com muita natureza e aventura.
Só que dessa vez nem todos os viajores estavam disponíveis, o que foi uma pena. O Luís, por um problema de saúde, achou melhor não ficar muito longe dos pais, que são idosos, e ficariam preocupadíssimos com a distância...
... e o Ivan também não pode ir, porque havia começado a trabalhar e não teria condições de tirar férias em julho.
Sendo assim, o grupo ficou apenas com as três "meninas": a Rejane,
... a Natália (única menina de verdade!)...

... e eu.
A ideia original, de quando contratamos a viagem, era ficarmos uns cinco dias no Capão, e depois de um dia em Salvador todos juntos, Rejane e Natália iriam de volta pra São Paulo e Luís e eu ficaríamos curtindo a capital baiana. Como no final o Luís não foi, já me preparei de antemão pra bater perna em Salvador sozinha.
Saímos de São Paulo no dia 7 de julho, e o aeroporto de Cumbica estava a maior muvuca! Lotação total, o portão de embarque foi alterado, mas no final deu tudo certo: o voo saiu no horário e foi super tranquilo, ao menos em relação a turbulências. Em relação à situação à bordo, a coisa foi um pouco mais complicada. Eu fiquei sentada entre duas moças muito simpáticas, só que de repente a comissária percebeu um vazamento numa bagagem acima de nós e tentou identificar de quem era. Eu sabia que não era a minha, pois não havia nada que pudesse fazer a melequeira que estávamos vendo. As outras duas moças também não se deram por achado. A comissária insistia, o povo começou a olhar feio, até que uma das minhas vizinhas de poltrona percebeu que era na bagagem de mão dela que o desastre havia acontecido.
A Natália ficou sentada próxima a um pessoal bastante sofisticado, que por não esperar muito da comida do avião, resolveu se precaver: levaram duas pizzas do Habib's para compartilhar na viagem. Imaginem a farofa!
Ocorreram vários bate-bocas entre passageiros que não se conformavam em ocupar o assento que estava designado na passagem, queriam porque queriam mudar de lugar. O problema foi que, muitas vezes, a pessoa que estava no lugar que o descontente queria estava bastante satisfeita, e não queria sair de lá.
O caso da Rejane foi mais grave: um homem sentado perto dela se irritou tanto com uma mulher que não parava de se mexer e chutar a sua poltrona, que depois de uma troca de ofensas se levantou e queria bater na criatura. Aliás, não era só ele, porque a dita cuja estava com o filho, um garoto de 10 ou 12 anos que ela tratava como se fosse um retardado, toda hora chamando os comissários pra atender os desejos do reizinho e deixá-lo mais confortável.
Nós três, que somos de paz, não arrumamos encrenca com ninguém e ficamos até satisfeitas com o cachorro-quente que foi servido, segundo os comissários, para comemorar as festas juninas - em julho, mas tudo bem...