Começada a subida de volta da Cachoeira do Mosquito, percebemos o tamanho da encrenca: estávamos praticamente no fundo de um grotão e teríamos que subir toda a pirambeira de volta. E além de ser uma senhora subida, o clima não ajudava, pois o percurso de ida havia sido feito de manhã cedo.
Isso significa que quando percorremos o trecho de gerais, com areia fofa e sem cobertura vegetal, o sol ainda estava fraquinho e a temperatura bem amena. Quando esquentou, já estávamos à sobra das árvores e descendo.
No retorno, o sol estava quase à pino, então nem as árvores davam muita cobertura. Natália e eu sofremos: enquanto Robson, Rejane, Atílio e Cinthia subiam lépidos e fagueiros, nós duas suando afogueadas não víamos a hora do caminho terminar.
Pra piorar, em determinado trecho da trilha o Robson pegou um desvio que não devia ter pego e ainda tivemos que voltar um pedaço pra continuar a subir novamente. A coisa estava tão desesperadora que num determinado momento eu me sentei sob a minúscula sombra de um arbusto e disse que estava com vontade de chorar. A Rejane ficou preocupadíssima, mas antes de poder fazer qualquer coisa, foi a Natália quem também parou e bradou: "Jesus, me leva!"
A essa altura não dava pra saber se deveríamos rir ou chorar, mas descansamos um pouco - pela décima vez - e continuamos, no nosso passo, empatando o pessoal mais bem preparado fisicamente.
Ao subirmos o último trecho, depois do qual havia um pequeno declive em direção à casa da fazenda, recobramos o ânimo, e não foi só porque já tínhamos praticamente chegado: é que havia uma ducha gelada saindo de um cano bastante largo. Eu já fui tirando a roupa - estava de maiô por baixo, porque havia entrado na cachoeira - e largando pelo caminho enquanto me dirigia para aquela abençoada miragem. A Natália entrou de roupa e tudo.
Refrescadas e novamente nos sentindo como seres humanos, partimos para o abraço, o super almoço preparado pela D. Noese.
Tinha arroz, feijão, macarrão, carne de sol, frango ensopado com batatas, couve refogada, alface, tomate, beterraba cozida, aipim, bolinho de milho, quiabo com abóbora e quiabo bobó. O suco de limão fazia parte da refeição, mas para quem preferisse, a cerveja estava geladinha.
De sobremesa tínhamos as opções de escolher entre ambrosia e doce de goiaba.
Depois de tudo isso, uma descansadinha nas redes, mas teve que ser "inha" mesmo, porque já tínhamos programação para o período da tarde.