sábado, 12 de dezembro de 2015

Reunindo o grupo

Apesar de estarmos adiantadas em relação ao horário que havíamos combinado de pegar a turma que estava na cachoeira da Fumaça, ao sairmos de Conceição dos Gatos Natália e eu demos uma paradinha no pé da trilha pra ver se eles também tinha se adiantado. Como não havia ninguém por lá, seguimos até a Vila pra comprar provisões para a longa caminhada que teríamos no dia seguinte até a cachoeira de Águas Claras.
















Deixamos as compras na pousada e voltamos ao pé da trilha. Nada do nosso povo. Aguardamos cerca de 15 minutos e ninguém apareceu. Retornamos à pousada pra saber se algum deles teria ligado pra avisar de algum imprevisto, mas também não havia recado nenhum. Toca voltar ao início da trilha da Fumaça, que tem horário pra fechar, e enfim, lá estavam eles, com cara de quem comeu e não gostou...

Como éramos oito, seriam duas viagens até a vila, então comecei levando Amilcar e família que ainda precisavam almoçar. Atílio, Rejane e Cinthia preferiram aproveitar o embalo em que estavam pra já irem caminhando em direção à pousada. No carro fiquei sabendo do desencontro que rolou na descida da trilha: alguns do grupo resolveram voltar um pedaço da trilha pra fotografar ou ver algo e pediram pro outros ficarem onde estavam. Esses outros acharam que não teria nada de mais continuarem a caminhar devagar, já que o caminho pra descer era um só. Quando o primeiro grupo voltou e não encontrou o segundo grupo paradinho no local, começou o stress, que acompanhou o grupo todo quando conseguiram se reunir.


Deixei os famintos na vila e voltei pra buscar os caminhantes. Atílio e Cinthia voltaram pra casa, Rejane e eu pra pousada, loucas por um banho. Todas nós refeitas, fomos encontrar os Matsuoka Pasta na vila, fazer companhia no almoço e trazê-los de volta. Cada um sossegado em seu quarto, descansamos e preparamos os sanduíches pra levar no dia seguinte. 

Ao anoitecer, Atílio e Cinthia chegaram pra nos acompanhar até o Galpão, ou restaurante do Diego, onde jantaríamos. Pela foto é possível perceber a enorme variação de temperatura na Chapada: durante o dia, um sol de rachar coco, à noite, os mais friorentos sofrem!
Duas viagens até o restaurante e uma comida deliciosa! Eu fiquei no talharim alho e óleo acompanhado de vinho. Cinthia comeu tudo o que podia: dividiu um Completudaço com a Rejane. De sobremesa, crepe de Nutella ou caramelados de banana e maçã. Difícil decidir qual o melhor. 

Depois dessa refeição soberba, um bom sono pra nos prepararmos pra caminhada do dia seguinte.



Na cachoeira da Fumaça

Enquanto Natália e eu curtíamos a cachoeira da Boa Vista e a moqueca de jaca, o restante do grupo enfrentou a trilha pra visitar a cachoeira da Fumaça. Não posso descrever como foi o passeio pois não estava com eles, mas creio que as fotos falam por si.




Depois da íngreme subida do início, a trilha se torna um pouco mais suave.










E a vista lá de cima é um escândalo!


A cachoeira, que deve seu nome à névoa que se forma em função da enorme altura da queda d'água.
Fortes emoções para os corajosos!

E a natureza, sempre maravilhosa.



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Cachoeira da Boa Vista e moqueca de jaca!

Depois de uma curta caminhada em terreno plano, chegamos à cachoeira da Boa Vista.


Pelo fato do relevo ser mais plano, não havia uma enorme queda d'água como no caso da Purificação ou dos Mosquitos. Em compensação, o cuidado na manutenção do local, com direito à construção de uma muretinha de tijolos, formava uma enorme piscina natural.

Apesar do sol, a água estava geladíssima, e a Natália manteve a tradição de molhar apenas os pés. 












Já eu que sou mais louca, não resisti a entrar na água.








O lugar era realmente muito bonito e tranquilo, e acabamos ficando bastante tempo apenas curtindo a natureza. Quando voltamos à casa do Zezão, já era meio-dia e meia, quase hora de almoçarmos nossa moqueca de jaca. Usamos o banheiro gentilmente oferecido pela dona da casa, a Zenaide, pra que eu tirasse o maiô molhado e ainda experimentamos um licor de acerola maravilhoso enquanto conversávamos.

Seguimos para a casa de Maria Emília. Nos fundos do terreno foi construído um local para refeições extremamente agradável. D. Francelina nos contou que conforme a moqueca de jaca foi ficando famosa na região, mais e mais pessoas apareciam para experimentá-la, e em determinado momento o espaço dentro da casa delas ficou pequeno para acomodar todo mundo com conforto.

















A refeição estava ótima e a moqueca de jaca não deixou a desejar. Como é feita com a jaca verde, não tem aquele sabor forte e adocicado da fruta madura, fazendo com que o sabor do molho temperado com dendê, coentro e pimenta sobressaia. Tivemos também feijão andú, a carne de sol que pedimos com medo de que a Natália não gostasse da moqueca - mas ela comeu e gostou! - , palma refogada e farofa de soja. Para sobremesa, morangos orgânicos, deliciosos.

A conversa também era boa, mas depois de uma meia hora de papo nos despedimos pra voltar por Capão, pois tínhamos que buscar nossos aventureiros no pé da montanha que dava para a cachoeira da Fumaça.