terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O grupo se divide pra passeios diferentes

Depois de um sono reparador, o negócio era acordar no horário de aproveitar o excelente café da manhã da pousada. Natália e eu já havíamos decidido que não faríamos o passeio à Cachoeira da Fumaça: apesar de ser a mais famosa do local, exige preparo físico suficiente pra uma subida insana, o que não estava nos nossos planos, não tanto porque não conseguiríamos encarar o desafio, mas principalmente porque nosso ritmo seria, com certeza, mais lento que o dos outros, e ficar empatando passeio alheio não é lá uma boa opção pras férias.

Atílio e Cinthia, que iriam acompanhar os corajosos e bem preparados, chegaram pontualmente à pousada. Como só havia um carro, levei os dois e a Rejane até o início da trilha, passando por aquele estradão de terra que não acabava mais. 


Voltei e comentei com a Edna, que estava precisando de um tênis pra fazer a caminhada, que Cinthia havia indicado uma loja na Vila onde ela poderia encontrar o que queria. Toca os três subirem no carro pra eu levá-los até o local. Não tinha, mas nos indicaram a D. Neusa e lá o tênis foi encontrado. Daí, toca pra trilha da Fumaça deixar os três - ah, essa vida de motorista! Mas ao menos a paisagem valia a pena!














De volta à pousada, esperei Natália acabar de tomar o café e saímos pra Conceição dos Gatos, uma vila ainda menor que Caeté-Açu. A Renata, da pousada, havia nos dado a dica da Cachoeira da Boa Vista, com um caminho bem amigável, curto e sem muita subida. Cinthia nos disse que não poderíamos deixar de experimentar a moqueca de jaca, feita com a fruta ainda verde.

Fomos seguindo as indicações, passamos por um cemitério minúsculo e chegamos a uma rua de terra com o nome da cachoeira. Continuamos em frente pra conhecer a vila e não precisamos de muito tempo: eram apenas duas ruas, formando um L virado pra esquerda. Voltamos ao local da placa e perguntamos pras pessoas que controlam a entradinha da cachoeira se elas sabiam sobre a tal moqueca. Na mesma hora o Zezão nos disse que o ideal era encomendar o prato com a Maria Emília, mas que Simone, uma de suas filhas, nos levaria até lá.

Voltamos pro carro e fomos até a casa de Maria Emília, que mora com a mãe, a D. Francelina, uma senhorinha de 91 anos, super sacudida, líder comunitária da região, de quem a Cinthia já havia nos falado.

Ficamos por lá numa prosa boa, encomendando o almoço. Eu adoro experimentar comidas diferentes, mas Natália ficou com receio de não gostar da tal moqueca e acabamos pedindo também carne de sol.








Almoço garantido, voltamos pra onde ficava o Zezão e mediante o pagamento de módicos R$ 2,00 cada uma, fomos informados de que era só seguir o barbante que se estendia pela lateral da trilha por uma leve descida, e quando chegássemos embaixo, deveríamos margear o riachinho. 

A trilha era linda, super bem cuidada e com sacos de lixo no caminho, a intervalos precisos pra que ninguém tivesse a desculpa de jogar nada no mato. Os R$ 2,00 por pessoa eram realmente bem aplicados!