Natália já havia combinado com amigas, conhecidas de internet, que viessem nos buscar de carro e nos levar a alguns dos locais turísticos da cidade. Chegaram Cátia e Bárbara, super simpáticas, já avisando que Mila não viria pois estava adoentada, o que de certa forma acabou facilitando, já que cabíamos todas num só carro.
Rumo à Península de Itapagipe, passamos pela avenida onde avistamos o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda. Apesar de serem pontos turísticos importantes, mostravam-se bem abandonados: ruas sujas, prédios antigos no entorno em petição de miséria, nada convidativo. Já a península era bem diferente. Formada por um braço de terra que avança para a baía, foi o lugar onde famílias ricas de salvador se estabeleceram, e ainda é possível ver antigos casarões, alguns deles bastante bem conservados. Seguimos em frente, aproveitando a bela paisagem, e chegamos ao Bonfim, cujo ponto principal é a Igreja na colina.
Nem é preciso dizer que mal nos aproximamos da igreja, veio gente de todo lado querendo vender todo tipo de coisa: fitinhas, amuletos, chaveiros, figas... Uma dificuldade nos livrarmos, já que não pretendíamos comprar coisa nenhuma.
A igreja é o resultado de uma promessa que deu origem à irmandade de devoção ao Nosso Senhor do Bonfim. Sua construção data da metade do século XVIII, e a imagem do santo, feita sob encomenda em Portugal, ficou por catorze anos em outra igreja até o momento da inauguração do Bonfim, em 1754. Suas torres, porém, só foram concluídas em 1772.A fachada da igreja é voltada para o centro da cidade e conta com pedra morena nos portais e contorno, e é parcialmente revestida de azulejos portugueses.

No teto da igreja, pintura do mestre Franco Velazco.
No portão que cerca a igreja, centenas de fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas. Natália adorou!Em frente à igreja há um largo com jardim e chafariz, muito convidativo. Nós que adoramos nos aventurar por caminhos desconhecidos, resolvemos seguir pela ladeira que saía por ele e seguia por trás da igreja, mas uma senhora nos alertou que seria perigoso, ainda mais com nossa cara de turista. Aceitamos o conselho e voltamos ao carro pra continuar nosso passeio.
























