sábado, 7 de maio de 2016

De volta a Salvador

Saímos da Vila do Capão às 9h e seguimos até Palmeiras, onde paramos para abastecer o carro. Precisávamos devolver o carro em Salvador até às 15h, conforme o contratado, e até Paraguaçu conseguimos percorrer a quilometragem dentro do tempo previsto. Aí a coisa começou a complicar!

Entre Paraguaçu e Feira de Santana apareceu um caminhão do Amazonas dirigido por um motorista que estava a fim de se divertir às custas dos carros: nas descidas fazia umas ultrapassagens absurdas, ainda mais se considerarmos que a estrada era de pista simples, uma para ir e outra para voltar. Depois, à frente dos carros, reduzia a velocidade e ia segurando todo mundo. No início parecia que era somente coincidência, mais depois da quarta vez repetindo o mesmo procedimento, ficou claro que esta era a forma do caminhoneiro espantar o tédio da estrada...

Se o caminhoneiro doido nos atrasou pra caramba, pior ficou a partir de Feira de Santana: enormes filas de caminhões, dificílimas de ultrapassar por estarem vários em sequência. À cerca de 50 km de Salvador, começamos a procurar um local pra lavar o carro, porque estávamos com receio de entregá-lo do jeito que estava, cheio de barro e poeira, e a locadora exigir algum pagamento extra. Encontramos um posto onde havia uns frentistas bem dispostos e por R$ 20,00 eles aceitaram jogar uma água e deixar o carro um pouco mais apresentável.

Entramos em Salvador e suamos pra chegar até a pousada, que ficava na Barra, porque além da sinalização não ser tão boa quanto a que temos em São Paulo, muitas delas não nos diziam nada, já que não sabíamos quais os outros bairros que ficavam na mesma direção que queríamos seguir, e competir com os carros dirigidos pelos baianos era algo completamente insano. 


Já que não iríamos conseguir mesmo chegar à tempo na locadora de automóveis, decidimos ir primeiro pra pousada O Ninho, fazer o check-in e deixar as malas. Ao chegarmos, ficamos absolutamente chocadas! Enquanto a Vila Esperança, no Capão, tinha quartos grandes, bonitos, com tudo arrumadinho e novo, essa pousada em Salvador era simplesmente uma casa adaptada. 

Quartos pequenos, guarda-roupas velhos de madeira, minha cama (de casal) encostada numa das paredes, quase sem espaço pra circular e praticamente sem janela pra abrir, já que com a adaptação que foi feita, se houvesse janelas, elas se abririam para um corredor interno (meu quarto era a lavanderia!) ou algo parecido. Ao menos estava tudo muito limpo, o que já atenuou um pouco a má impressão inicial.

Malas descarregadas, a Natália ficou na pousada enquanto Rejane e eu enfrentávamos novamente o trânsito de Salvador para devolver o carro. O receio agora era não conseguir chegar antes da locadora fechar, mas devolvemos as chaves às 17h07 e tivemos que pagar as duas horas de atraso. 

Missão cumprida, o negócio agora era voltar pra pousada de ônibus. Pegamos um que ia para o Shopping Barra e tivemos que andar ainda vários quarteirões para chegarmos. Uma vez instaladas, verificamos que ao menos os chuveiros eram ótimos: apesar dos banheiros serem bem simples, com azulejos, metais e louças tradicionais, estava tudo limpo e boa parte do stress foi embora pelo ralo. 

Limpinhas e cheirosas, saímos a caminhar pela orla na direção do Rio Vermelho pra encontrarmos algum lugar pra comer e tomar umas, que estávamos merecendo! Poucos quarteirões à frente, demos de cara com o "Caranguejo do Sergipe", um barzinho que é uma franquia e que no momento oferecia 500 g de camarão frito alho e óleo por R$ 20,00 durante a happy hour, que acabaria em menos de meia hora. Paramos por lá mesmo e a outra promoção era um balde com 5 garrafas de Bohemia por mais R$ 20,00. Pra mim estava ótimo, e quando a Rejane expressou dúvidas se não seria demais, a Natália avisou que nesse dia iria beber conosco.

Camarão, cerveja e a vista do mar fizeram com que todo o stress da viagem do dia inteiro realmente fosse embora. Voltamos para a pousada e ligamos por Luís, já que no Capão não tínhamos como ter contato com ele. Foi uma delícia bater papo todo mundo junto pelo viva voz, ele riu muito com todas as nossas aventuras e nós expressamos a falta que ele fez por não ter ido conosco.

Depois de matar as saudades, só restava um bom sono, com hotel bonito ou feio, pra estarmos prontas pra andar pela cidade no dia seguinte.

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