Apesar de estarmos adiantadas em relação ao horário que havíamos combinado de pegar a turma que estava na cachoeira da Fumaça, ao sairmos de Conceição dos Gatos Natália e eu demos uma paradinha no pé da trilha pra ver se eles também tinha se adiantado. Como não havia ninguém por lá, seguimos até a Vila pra comprar provisões para a longa caminhada que teríamos no dia seguinte até a cachoeira de Águas Claras.
Deixamos as compras na pousada e voltamos ao pé da trilha. Nada do nosso povo. Aguardamos cerca de 15 minutos e ninguém apareceu. Retornamos à pousada pra saber se algum deles teria ligado pra avisar de algum imprevisto, mas também não havia recado nenhum. Toca voltar ao início da trilha da Fumaça, que tem horário pra fechar, e enfim, lá estavam eles, com cara de quem comeu e não gostou...
Como éramos oito, seriam duas viagens até a vila, então comecei levando Amilcar e família que ainda precisavam almoçar. Atílio, Rejane e Cinthia preferiram aproveitar o embalo em que estavam pra já irem caminhando em direção à pousada. No carro fiquei sabendo do desencontro que rolou na descida da trilha: alguns do grupo resolveram voltar um pedaço da trilha pra fotografar ou ver algo e pediram pro outros ficarem onde estavam. Esses outros acharam que não teria nada de mais continuarem a caminhar devagar, já que o caminho pra descer era um só. Quando o primeiro grupo voltou e não encontrou o segundo grupo paradinho no local, começou o stress, que acompanhou o grupo todo quando conseguiram se reunir.
Deixei os famintos na vila e voltei pra buscar os caminhantes. Atílio e Cinthia voltaram pra casa, Rejane e eu pra pousada, loucas por um banho. Todas nós refeitas, fomos encontrar os Matsuoka Pasta na vila, fazer companhia no almoço e trazê-los de volta. Cada um sossegado em seu quarto, descansamos e preparamos os sanduíches pra levar no dia seguinte.
Ao anoitecer, Atílio e Cinthia chegaram pra nos acompanhar até o Galpão, ou restaurante do Diego, onde jantaríamos. Pela foto é possível perceber a enorme variação de temperatura na Chapada: durante o dia, um sol de rachar coco, à noite, os mais friorentos sofrem!
Duas viagens até o restaurante e uma comida deliciosa! Eu fiquei no talharim alho e óleo acompanhado de vinho. Cinthia comeu tudo o que podia: dividiu um Completudaço com a Rejane. De sobremesa, crepe de Nutella ou caramelados de banana e maçã. Difícil decidir qual o melhor.
Depois dessa refeição soberba, um bom sono pra nos prepararmos pra caminhada do dia seguinte.


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